Magia ao Luar | Woody Allen



Embora eu seja apaixonado por cinema, ainda não tive muitas experiências com os filmes do Woody Allen. Assisti o incrível Meia Noite em Paris e o não-tão-incrível-assim Blue Jasmine. Apesar disso, sempre ouvi sobre a ótima reputação das obras de Allen: ouvi dizer que os roteiros conseguem ser sarcásticos e sutis ao mesmo tempo. Ouvi dizer que as atuações são quase sempre excelentes. Ouvi dizer que a fotografia e as referências são sempre muito bem retratadas. Todos os meus “ouvi dizer” são confirmados e exaltados no filme Magia ao Luar.
A Magia é retratada de diversas formas no filme e sob variadas definições. No primeiro momento, ela está no trabalho do mágico Stanley (Colin Firth), que é como a conhecemos: o mago que entra em um lugar e depois aparece do outro lado. A caixa com a assistente de palco sendo separada em duas e depois juntada novamente. Todo esse contato com os truques e saber o que há por trás de cada um deles, faz com que Stanley seja um cético rabugento, sem fé alguma. Aproveita de todo seu pessimismo para desmascarar as outras pessoas que praticam a mágica como real.
Sendo assim, ele é chamado para conhecer uma suposta médium chamada Sophie Baker (Emma Stone). Com a jovem, vemos mais um conceito de magia, aquela que está fora dos palcos: as adivinhações e o contato com pessoas mortas. Aos poucos, Stanley vai percebendo que os talentos sobrenaturais da jovem são realmente convincentes e começa a se questionar se o mundo é realmente como ele acredita ou não.
A partir daí, mais conceitos da “magia” do filme são apresentados de maneiras mais oblíquas. A magia que transforma um cético em um credor, a magia que externa um pouco de otimismo em um declarado pessimista, a magia da relação entre Sophie e Stanley e, até mesmo, a magia do sorriso da jovem.
As questões técnicas também são encantadoras: a fotografia, muito boa, a valorização dos cenários floridos e do campo. Os roteiros são ácidos e sarcásticos se encaixando bem aos personagens que são bem construídos. Até a trilha sonora consegue dialogar muito bem com o cenário “de época”. Tanto a atuação de Colin quanto de Emma são grandes trabalhos, mas a moça leva destaque por conseguir representar a mágica de forma tão leve, com expressões doces e engraçadas, sem que sejam precisos efeitos especiais.
Voltando para os “ouvi dizer” da introdução, eu também ouvi dizer que os filmes de Allen estão sofrendo uma queda de qualidade nos últimos anos e Magia ao Luar é um filme fraco comparado aos seus predecessores. Não posso confirmar e nem negar tal afirmação porque não conheço muitos outros trabalhos do diretor – embora esteja curioso para explorar mais a fundo este universo. Se os críticos estão pegando no pé de Allen, com razão ou não, isso é algo que só vou poder confirmar depois da minha “Maratona Woody Allen”. Mas, o que mais importa, é que Magia ao Luar é um filme encantador independente do que veio antes ou vier depois.

Rafael Palone

20 anos, é jornalista o tempo todo e Superman nas horas vagas. Potterhead, filho de Hermes, tributo, cinéfilo, membro da erudição, coldplayer, palmeirense, fanático por super-heróis, entre outros. Sabe tocar piano, teclado e campainha. Gosta de escrever e seu maior sonho é entrar no cinema para ver a adaptação de um livro por ele escrito.

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8 comentários:

  1. Oh, wow! Eu quero muito assistir esse filme. *u* Mas não tem no cinema que eu frequento. </3

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  2. Nossa, ja fiquei curioso só pela Emma estar no filme rs, mas sim a história me parece ser mto bem escrita, mto bem desenvolvida, e tras sim aquela pitadinha de curiosidade para saber mais sobre o filme.

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  3. Talvez eu assista esse filme um dia, mas não me interessou muito, não gosto muito desses filmes "antigos" .. hehe

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  4. Legal :) .. Gosto de filmes antigos, admiro o trabalho de diretores desde os primeiros.. não deixa de ser uma boa dica ..

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  5. Woody Allen *-*

    Magia ao luar é lindo msmo...assisti a algum tempo já..
    Realmente a fotografia é linda e tranquila!
    Amo

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  6. Nunca havia ouvido falar nesse filme, mas gosto do tipo. Não me chamou muita atenção, mas quem sabe um dia eu assista.

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  7. Emma sempre atua bem, ela foi incrível no papel, representou graciosa e perfeitamente bem!

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