O Sangue do Olimpo | Rick Riordan

Para fechar a incrível e longa saga dos semideuses mais amados no mundo, Rick Riordan traz de volta todos os sete semideuses abordo do Argo II para viajar em várias missões diferentes e descobrir como derrotar a mãe terra, Gaia. Por outro lado, temos Nico, Reyna e o treinador Hedge, para levarem a gigante estátua, Atena Partenos, do acampamento Júpiter para o acampamento Meio-Sangue.
Pois é, nenhuma das duas missões é fácil, ainda mais com a bipolaridade dos deuses estando em total desequilíbrio por conta da guerra entre os dois acampamentos.

Em cada um dos capítulos temos uma missão diferente, e na maioria delas, como é de praxe na escrita do Riordan, temos um grupo de três pessoas que irão para a missão onde o autor consegue desenvolver a trama. E, para que a história não fique um tanto quanto enjoativa, Rick incrementa a missão de Nico, Reyna e Hedge, como já foi dito.

No grupo dos sete, se assim posso chamar, ficou claro que Percy Jackson não seria o personagem que salvaria a pátria dessa vez e sim um dos que fariam isso. Com o decorrer das páginas, você percebe que tudo que poderia ter acontecido de tão surpreendente entre Percy e Annabeth, já aconteceu no livro de A Casa de Hades, onde a história gira em torno do casal. 
Felizmente, quem salvou e vingou muito bem nesse livro foi o personagem Leo. Sem dúvidas ele é o mais engraçado, atrapalhado e inteligente do grupo. Sem contar que ele desempenhou um papel mais do que importante no livro. Para mim, Leo foi O semideus deste desfecho.
Além dele, Jason e Piper também tiveram grande desenvoltura. Contamos com uma Piper mais madura e hábil com seu charme de Afrodite, e com um Jason que sempre procura fazer o que era melhor para o grupo, mostrando um poder incomum de um filho de Zeus. 
Já Hazel e Frank foram grandes coadjuvantes, juntos com Percy e Annabeth. Claro que cada semideus desempenhou um grande papel no livro. O de Hazel, por exemplo, foi do seu enorme poder da névoa, enquanto Frank se transforma em vários animais e funciona como um suporte para a equipe. 
Do outro lado, Rick nos trás o ponto de vista de Reyna e Nico onde, aos poucos, podemos conhecer as características do filho de Hades e o tamanho da sua angústia em relação a praticamente tudo. E, ao lado de Reyna, podemos conhecer mais da sua história e dos seus poderes. 

O que me deixou um pouco triste em O Sangue do Olimpo, foi justamente o fato de que o autor não mostra o ponto de vista do semideus que mais estamos acostumados em ver, Percy Jackson. Em vez disso, ele resolveu colocar Percy como um personagem muito falado, mas que não surpreende muito na história. Em contrapartida, o incremento de Reyna e Nico foi ótimo para a história (ainda mais a de Nico, que sempre atuou nas escuras, foi ótimo ter conhecido melhor o personagem e seus sentimentos). Não posso deixar de dizer que o desfecho foi muito digno para a série de livros, terminando com um final surpreendente que acabou, sem dúvidas, me deixando com um vazio no peito. 

Alison Iared

20 anos, apaixonado por teatro desde pequeno. Cursa o segundo ano de Engenharia de Produção. Gosta muito de filmes e séries sobre heróis, ficção, aventura, desenho e comédia. Eclético para livro e música. Gosta de desafios e é muito teimoso. Tem a paciência do tamanho de uma noz para coisas que não são do seu interesse. Sempre quis ser o Power Ranger vermelho.

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3 comentários:

  1. Muito boa a resenha! Muito ansiosa pra ler... mas triste pelo vazio que sei que vai ficar, a final, são 10 livros :(
    Abraços! !

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  2. Eu necessito muito desses livros do Rick Riordan .

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  3. eu amei o livro, mas o Leo foi o meu heroi mais eu queria mais os outors personagens

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