Escola Sigma de Heróis | Prólogo

Escola Sigma de Heróis


(Foto Não-oficial. Apenas Ilustrativa)

Escrito por Alison Iared
Revisão de Malu Sâmia
Auxilio e Arte por Caio Codeiro


Prólogo

Fecho meus olhos e todas aquelas imagens vêm como um disparo de canhão em minha cabeça. De alguns dias pra cá venho tendo muita facilidade de memorização e consigo me lembrar dos pequenos detalhes de tudo que tem acontecido comigo. Isso de fato não pode ser coisa boa, não pode! Me lembrar do que comi no café da manhã da semana passada já é demais, com certeza havia alguma coisa errada comigo.
- Lori, seu pai chegou e tem uma surpresa para você! – Diz mamãe dando algumas batidas na porta. 
Levanto rapidamente e pego uma calça jeans que por sinal tem uma mancha de catchup do mês passado. Esse Andy ainda vai se ver comigo. Termino de colocar uma blusinha básica branca e abro a porta para ver qual é a surpresa.
Quando saio do quarto dou de cara com Andy. Meu irmão, sem dúvidas, tinha algum problema com a porta do meu quarto. 
- Ei, qual seu problema com meu quarto? – pergunto.
- Queria perguntar uma coisa – diz ele coçando os cachos escuros na cabeça.
Andy tem apenas doze anos. É a criança mais inteligente e nerd que já conheci na vida. Com quatro anos aprendeu a ler, aos seis já falava duas línguas e com oito ganhou um torneio adulto de xadrez. Ganhar o torneio foi fácil, difícil foi fazer com que ele participasse. Eu realmente não sabia qual seria seu dom quando ele crescesse, mas sem dúvidas ele seria um gênio. 
- Fale rápido, papai está me esperando!
- Você já teve TPM? – perguntou ele sorrindo. – Sabe, li em um livro que quando as meninas começam a parar de crescer, é porque seus hormôn...
Andy foi interrompido com um tapa na cabeça. Não sei da onde tinha vindo aquilo, apenas sei que minha mão estava latejando um pouco. 
- Esse tipo de pergunta não se faz para nenhuma menina, Andy! – digo irritada e vou para as escadas. 
- Ei, Lori – ele me chama novamente. 
- O que? 
- No livro diz que as meninas ficam bravas quando são pegas com esse tipo de perguntas e agem descontroladamente. Sabia que se você matar alguém enquanto estiver na TPM você nem vai presa? 
- Desisto. Hora de descer, tchau! – Digo e largo ele falando sozinho sobre TPM.
Vejo meu pai na cozinha de casa, ele está sentado tomando café e comendo umas bolachas de água e sal. Só estava comendo isso porque ele tinha esquecido de comprar laranjas, ele sempre descasca uma laranja de manhã sobre a mesa rústica. Nossa cozinha era uma daquelas cozinhas modernas, exceto pela mesa. De alguma forma papai era muito apegado àquela mesa. Quanto a sua vida, o acho simplesmente incrível. Ele é o líder do setor de buscas aos vilões do QG Ômega de Heróis, o maior QG do planeta. Basicamente seu poder é ter uma memória fotográfica de tudo que ele vê. Sem dúvidas um poder que requer um psicológico muito bom para não acabar se perdendo e confundindo as coisas. 
Já mamãe nunca trabalhou para o QG e nem para qualquer outra corporação de heróis. Papai falou para ela que era melhor deixar seus poderes em segredo, pois poderiam ser perigosos demais e alterar muitas coisas, como por exemplo, o futuro. 
- Cheguei pai! – disse dando um abraço nele. – Como estão as coisas no QG? – pergunto.
- Oh, minha garota, como é que você está, hein? – ele pergunta, devolvendo o abraço e passando a mão em meus cabelos. 
- Bem, obrigada. E o QG? – insisto. 
- Por que quer saber tanto sobre meu trabalho? Deveria aproveitar melhor sua adolescência, sair com seus amigos e passear um pouco mais...
- Sair com aqueles meninos que compram sorvete de casquinha e ficam colocando na testa uns dos outros para ficarem parecidos com um unicórnio e aquelas meninas que só pensam em falar mal das outras? Dispenso. – Digo secamente. 
Eu realmente tentava ficar perto das meninas, era educada e simpática, mas era impossível. Elas só pensavam em ficar atrás dos meninos mais velhos que as ignoravam totalmente na escola. Ou então passavam horas e mais horas na frente do espelho para ficarem bonitas. Mal sei passar um lápis de olho! Quanto menos querer ficar parecendo um vampiro de tão branca. Somente Jeane e Rebecca me entendiam de verdade. 
- Entendo. – Ele responde sorrindo. – Acho que está realmente na hora, querida. 
- Na hora de quê? – pergunto ao mesmo tempo em que minha mãe. Não podemos deixar de nos entreolharmos e sorrirmos uma para a outra. Nós sempre falávamos frases aleatórias ao mesmo tempo. Com certeza tínhamos uma conexão. 
- Bom, hoje começa o primeiro ano letivo da escola Sigma de Heróis. – Ele me deu uma piscadela e depois sorriu para minha mãe.
Aquele foi o momento pelo qual esperei minha vida inteira. Sempre que um adolescente está para completar ou já possui quinze anos e tem parentesco com heróis, ele é chamado para uma das quatro escolas de heróis espalhadas pelo planeta. Zeta, Kappa, Theta e Sigma. Atualmente a escola Sigma é aonde se concentra o maior número dos filhos de heróis do QG Ômega, ou seja, a melhor escola de heróis de todas! 
- Pai, – deixo cair uma lágrima - obrigada! – Digo dando um abraço bem apertado nele. 
- Mas antes, quero saber, você já descobriu algum poder? – pergunta ele. 
- Minha cabeça tem doído um pouco esses dias... – Começo. – Sabe, sempre que fecho os olhos consigo me lembrar de tudo, mas quando eu os mantenho abertos, apenas consigo observar. Não consigo deixar escapar nenhum detalhe, data ou coisa parecida. – Era muito estranho falar sobre isso com meus pais, não me sentia muito a vontade para desabafar ou me abrir com eles, mas ele parecia muito feliz. 
- Memória fotográfica! – meu pai diz com orgulho.
- Graças a Deus! – completou mamãe. 
- Por que a empolgação e o alívio? – perguntei assustada.
- Bom, não queríamos que vocês tivessem o mesmo poder de sua mãe, poderiam acabar mudando muitas coisas... – logo ele muda de assunto. – Filha, vá arrumar suas coisas agora. Lembre-se: uma mala pequena e não muitas trocas de roupas, lá vocês vão receber o necessário.
Quando subo para meu quarto e começo a arrumar as malas, vejo que a cama ainda está bagunçada com lençóis e cobertor por cima do colchão, minha escrivaninha ainda estava com alguns cadernos, lápis e livros escolares espalhados por todo o canto, sem dúvidas mamãe teria que arrumar isso depois, só não queria que ela ficasse triste quando fosse arrumar. Abro meu guarda roupa para pegar algumas trocas de roupa e encontro um pequeno espelho acoplado à porta. Vejo meu reflexo e me pergunto se as pessoas irão gostar de me conhecer. Pele clara como leite, cabelos escuros lisos e longos, um olhar observador e um sorriso um pouco tímido. Procuro deixar esse pensamento de lado e foco em terminar de arrumar a mala.

...

Já com tudo arrumado, chega a parte mais difícil da decisão de se tornar um herói: me despedir. Mamãe estava com água nos olhos e não queria que eu fosse. Andy coçava os cachos escuros e olhava para mim de forma amigável.
- Te vejo no natal... – Diz ele. 
- Nos vemos no natal – respondo com um abraço de urso. – Se cuide, cabeça de cotonete, cuide da mamãe e do papai também, entendeu? 
- Sim! – responde ele mostrando os músculos, infelizmente faltava todos os músculos possíveis. 
- E não pergunte sobre TPM para nenhuma menina, tá? Você vai acabar apanhando de novo – sorrio.
- Vou tentar me segurar – diz ele um pouco tímido. – Mentira, vou continuar minha pesquisa e teorias. 
Andy não tinha jeito mesmo. Quando ele crescer vai gostar de uma menina que seja mais durona com ele, disso eu não tenho dúvidas. 
- Pai? – chamo por ele. 
- Oh, sim, agora é a hora que você coloca sua venda nos olhos – sorri ele. 
- Venda? Poxa, pai, eu quero saber todo o caminho!
- Um dia, quando você se formar na escola com vinte aninhos e se tornar parte do QG, poderá saber como chegar até a escola. 
Sua localização jamais foi encontrada. Somente os heróis Ômega sabiam a localização da escola Sigma. Alguns filhos que são escolhidos para escola que tenham pais fora do QG, têm que ser recrutados por outro super-herói. Meu pai sempre faz o transporte de alguns alunos todos os anos. 
- Mas antes, preciso ir buscar outro aluno – diz ele. – Não sei como o QG concordou em coloca-lo na escola Sigma...
- Quem são os pais dele? 
- Não são ninguém filha. Agora coloque essa venda e vamos nessa – ele me entrega uma venda preta e eu coloco em volta dos meus olhos. Lembro-me de que a última imagem que pude ver foi de minha mãe e Andy olhando para mim. Seus olhos me desejavam uma só palavra: “Sorte”.

...

Não conseguia saber se estava dentro de um carro, van, avião ou qualquer outra coisa, só sabia que a máquina era muito rápida. Meu pai fez uma pequena parada em algum lugar e disse que já voltava. Tive que me segurar ao impulso de não tirar a venda, mas como papai mesmo disse, estão de olho em tudo, se eu a tirasse estava fora da escola para sempre. Então acho que valeria a pena o esforço. 
Fico um tempo com a última imagem do meu dia, minha mãe e Andy. Mesmo estando longe há tão pouco tempo eu sabia que sentiria falta daqueles dois. Andy era o caçula, logo mamãe se preocupava um pouco mais com ele. Meu pai mal ficava em casa, porque os ataques dos vilões nas cidades de todo o planeta estavam se tornando cada vez mais frequentes. Era atenção em dobro para todos eles. 
Ouço papai voltando e conversando com algum garoto do lado de fora. O menino parecia estar feliz, mas o tom do meu pai não me enganava, ele com certeza não gostava do rapaz. 
- Senhor... O que mesmo? – perguntou o garoto novamente. 
- Pode me chamar de Champler, garoto – diz ele em um tom seco. 
- Ótimo, Sr. Champler, você pode me dizer por que não posso tirar essa maldita venda dos olhos? E seu nome de herói é sigiloso nesse momento?
- Você não pode ver o caminho até a escola, é uma regra do sistema da escola de heróis. E sim, é sigiloso. 
- Hum... Não entendo porque estou indo para lá então, meus pais foram os vilões mais difíceis de serem pegos.
Juro que senti uma pontada de orgulho no tom de voz do menino, mas era óbvio que isso era somente para irritar meu pai. 
- Entre logo, garoto. 
O menino entra e acaba esbarrando em mim. 
- É... Sr. Champler, acho que tem alguma coisa se mexendo aqui do meu lado.
- Não sou nenhuma coisa – respondo. 
- Oh, uma garota. Oi. 
- Oi. 
- Vocês dois, quietos agora. Daqui a pouco chegaremos à escola, por hora só quero silêncio, entendeu, Lorena? – pergunta meu pai como uma indireta. Havia entendido o recado, meu pai não queria que eu conversasse com o garoto justamente porque os pais dele eram vilões. 
- Sim, pai. – Respondo. 
- Pai? Ai caramba, a filha de um dos super-heróis de nível Ômega está do meu lado! Pode me dar um autógrafo? – Acabo não aguentando e começo a rir ali mesmo. Meu pai com certeza não me quer perto dele, mas o rapaz é muito engraçado. 
- Depois – respondo após um tempo. – Agora precisamos ficar quietos, ok? 
- Hum... Não sei se eu consigo, mas o Sr. Champler, digo, seu pai, é realmente intimidador – sussurra ele. – Vale o esforço. 
E foi assim até meu pai dizer que chegamos. Tudo no mais absoluto silêncio. Uma hora ou outra eu ouvia o rapaz do meu lado roncando. Como ele conseguia dormir sabendo que está indo para a Escola Sigma de Heróis? Isso não era possível na minha cabeça. Passei a viagem inteira lembrando as coisas que aconteceram comigo nos últimos dias, só evitava lembrar de coisas muito antigas, apesar de a memória ser perfeita, minha cabeça doía muito. 
- Chegamos – disse meu pai abrindo uma porta do... Que for que seja. 
- Podemos tirar a venda? – pergunto rapidamente. Já estava me corroendo de curiosidade sobre o lugar. 
- Vejo que temos uma apressadinha aqui – diz o garoto. 
- Qual é, vai dizer que não está curioso!? – minha voz saiu com um tom de alguém muito indignado, me senti até mal de parecer desesperada demais. 
- Meu superpoder é ver por trás de qualquer objeto, então estou tranquilo quanto a tirar a venda – ele responde calmamente. 
- O que!? Meu, que injusto, todo esse tempo você sabia onde estávamos e também sabia que eu estava do seu lado! 
- Na verdade, não. Estou brincando – ouço-o soltar uma risada.
- Idiota! – respondo irritada, ele estava brincando comigo e eu boba estava caindo.
- Deem um passo para frente – diz meu pai interrompendo nossa conversa. 
- Por que? – pergunta o rapaz.
- Porque eu estou falando para você dar um passo, ande logo. 
- Calma, pai. Já estamos andando. – Dou um passo para frente e sinto meu corpo tremer. Era como se eu estivesse sendo distorcida de um espaço para outro totalmente diferente, como uma viagem em uma dimensão através de um espaço-tempo totalmente diferente do que vivo agora. Um segundo depois toda aquela magia havia acabado. 
- Pronto, agora vocês dois podem tirar a venda dos olhos. – Diz meu pai. 
Imediatamente tiro a venda preta que meu pai tinha me dado em casa. Última visão: minha família. Nova visão: uma escola gigantesca bem diante dos meus olhos. Não queria perder nenhum detalhe de nada. O lugar não era semelhante àqueles castelos antigos que costumávamos ter em alguns países misturados com uma espécie nova de arquitetura inglesa. Era algo totalmente inédito e novo. Um supercastelo feito com pedras que pareciam ser de outro mundo. Não havia torres nas laterais, apenas uma única e gigantesca torre no meio com um relógio de torre e um símbolo da letra Sigma colado bem no centro da parede, um pouco abaixo do relógio. Sua torre central se expandia pelas laterais e formava uma espécie de escola de três andares cheios de detalhes rústicos e bem estruturado. Nada do que havia lá dentro estava a mostra. Abaixo do símbolo Sigma havia uma espécie de porta dupla de aproximadamente três metros de altura e quatro de largura. Tudo era incrível e detalhado demais, jamais esqueceria essa imagem. Nada se comparava a isso. 
- Caramba. Isso é um pouco melhor do que o refúgio no qual eu morava – diz o garoto. Olho para ele e o vejo sorrindo, ele me devolve o olhar e esbugalha os olhos. – Meu Deus. 
- O que foi? – pergunto assustada. 
- Você é linda – responde ele. 
Dessa vez meu rosto mudou completamente. Meu rosto provavelmente havia corado por inteiro e pela primeira vez no dia eu não conseguia dizer nada, apenas coloquei os cabelos que caíam na minha cara atrás da orelha. 
O rapaz tinha cabelos castanhos escuros bagunçados desfiados. Seu sorriso mostrava todos os seus dentes, e seus olhos eram de um tom bem escuro de castanho, quase negro. Sua pele era branca, não tanto quanto a minha, mas ele precisava tomar um sol. 
- Está brincando novamente? – pergunto sem pensar. – Se estiver juro que...
- Dessa vez não – ele devolve me interrompendo. - Eu realmen...
- Chega de conversa pessoal – meu pai corta novamente. – Os portões estão se abrindo. Venham – diz meu pai carregando minha mala e jogando as malas do garoto para ele. – Você carrega a sua. – Ele então vira as costas para nós dois e segue na frente. 
- Acho que ele não gosta de mim – diz o garoto um pouco envergonhado. 
- Ele é assim com qualquer rapaz que chega perto de mim – respondo.
- Ele que chame o QG todo então, tarde demais – ele sorri. – A propósito, qual seu nome? 
- Lorena Champler, mas pode me chamar de Lori – digo. – E o seu? 
- Caspian Phox, mas todo mundo me chama de Cap.
- Ok, Cap. – Sorrio.
- Ei Lori, o que estamos esperando, não está ansiosa para ver como será lá dentro? – pergunta ele. 
Olho para a porta de metal e vejo meu pai com os braços cruzados esperando por nós dois. Ele com certeza se arrependeu muito de ter que buscar Cap. Mesmo sendo algo estranho um filho de vilões estar aqui, Cap parecia ser legal.
- É, acho realmente que devemos entrar – digo para Cap. – Aliás, qual é o seu superpoder, Cap? – pergunto.
- Teletransporte. Quer ver como funciona? – pergunta ele. 
- Sim, claro! 
- Então me abrace forte. 
- Está brincando? Meu pai está olhando...
- Me abrace logo! – Assim que ele terminou eu o abracei o mais rápido que pude e fechei os olhos para não ver a cara do meu pai. Foi aí que senti aquela distorção de tempo-espaço novamente. Quando abri os olhos soltei Cap imediatamente. Eu estava frente a frente com meu pai. 
- Chegamos! – ele responde animado. 
- O mesmo poder de sua mãe – diz meu pai com os olhos esbugalhados. – Realmente é um superpoder muito raro, Caspian. 
- Obrigado eu acho... 
- Agora sem mais enrolações. Venham! – meu pai exclama e nós três entramos para conhecer a escola. Sem dúvidas, não deixarei nenhum detalhe do que está por vir escapar.

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11 comentários:

  1. Muito bom! Estou ansioso para ler

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  2. A premissa da história é muito legal! Você teve inspiração no filme: skyhigh escola de super heróis? Não vejo a hr de ler mais 😄😄😄

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  3. Ta muito bom Alison! Continue....

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  4. Assisti a esse filme quando era pequeno, então não lembro de muitas coisas, acho que será bem diferente! Abraçoxxx e valeu!

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  5. Li só i inicío, mas está muito bom! Quando me sobrar um tempo quero ler tudo!

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  6. quando vai ter mais? já to viciado :)

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  7. OMG mal posso esperar pelo resto *u*

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  8. Ta ótimo! Gente, vamo logo guardar os autógrafos do Alison, que isso vai valer coisa boa no futuro, hein!

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  9. OMG, comecei a ler e não consegui parar, meu deus Alison, continuie, quero mais, mais e mais...

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