Escola Sigma de Heróis | Capítulo 2

(Ilustração por Caio Cordeiro)

Capítulo II
Andy

- Como é que é? – pergunta a filha de Magma Flamejante.
- Como é o que? – Devolve o garoto que estava ao lado de minha irmã. 
- Bom... Todos nós somos filhos dos mais reconhecidos e poderosos super-heróis, devemos no mínimo escolher em qual equipe iremos ficar – os olhos da garota estavam entrando em erupção e eu tinha quase certeza de que aquilo não seria nada bom. 
- E daí que você é filha do grande e poderoso super-herói bem reconhecido? Escuta aqui, esquentadinha, você é caloura. Não é melhor do que ninguém aqui, independentemente de qual merda de herói é seu pai e o quão bom ele seja para o universo – devolve Caspian. Vejo minha irmã segurando em seu ombro e dizendo alguma coisa. Talvez fosse para que Caspian se acalmasse, de certa forma seu tom parecia um pouco exaltado mesmo. 
- O que você disse!? – a garota rosnava e dava passos calorosos no chão. Pude jurar ter visto fumaça saindo de seu corpo enquanto ela caminhava em direção a Caspian. 
De repente, um outro garoto sai do meio dos veteranos. Era pequeno, mas tinha os olhos dourados e intimidadores. Usava anéis na maioria dos dedos e no mesmo instante a filha de Magma Flamejante ficou impossibilitada de se movimentar. 
- Da próxima vez que você responder um veterano assim irá sentir uma dor tão grande que desejará sair dessa escola e se tornar uma mortal qualquer – diz o garoto olhando nos olhos dela. – Mesmo que você tenha dito isso ao idiota do Caspian – ele resmunga olhando de canto para Caspian. 
- Ei! – protesta Caspian. 
- Entendidos? – pergunta o garoto de cabelos brancos dando um olhar severo a garota. 
- Se você acha que um sermão de veterano irá me fazer ceder, está muito... – De repente a garota abre sua boca de desespero e coloca as duas mãos no peito. “Sem ar”, pronunciou o garoto segundos antes. A garota cai como pedra e levanta as mãos para cima em um pedido de socorro.
- Entendidos? – pergunta ele novamente e a garota devolve um joia com a mão direita. – Ótimo. Diretor Totó, poderia explicar as regras aos calouros, por favor? 
- Oh, como todo ano sou eu quem explica por causa de alguns trombadinhas, farei isso novamente, Caleb – diz o diretor calmamente. – Bom, caros iniciantes, como vocês podem ver, estamos do lado de fora da escola. Um lugar com um campo a céu aberto grande e livre para que todos possam correr... 
Enquanto o diretor continua seu discurso, eu começo a observar como realmente é toda essa parte da escola. Onde estávamos agora era praticamente a saída das portas de madeira velha da escola. O gramado era baixo, plano e bastante extenso. A algumas dúzias de metros adiante começavam as árvores e uma floresta enorme vinha em seguida. Não faço ideia do que tem para aquele lado, mas sentia que iria descobrir o quanto antes. 
- Bonito lugar – diz Jonathan do meu lado. 
- Sim, claro, se você quiser ser arrebentado por vários veteranos aqui, este é o lugar certo – devolve Maddie. 
- Relaxa, sou flexível quanto a isso – ele sorri e ganha um soco no ombro pela piadinha. 
- Idiota. Nem sei por que estou falando com vocês ainda... 
- Está aqui do nosso lado porque somos incríveis – ele devolve. 
- Sua autoestima é assim tão grande? – pergunto a Jon. 
- Só quando estou inseguro – murmura.
- Isso não faz sentido... – eu respondo. 
- Boa sorte – responde o Diretor da escola. 
- Com o que? – me questiono em voz baixa. 
- Acho que perdemos toda explicação... – diz Jon cabisbaixo. 
- Acho que a culpa é de vocês, idiotas. Se não fosse pelos dois tagarelas eu saberia exatamente o que fazer agora. 
- Aham... – respondo e Maddie nos da às costas e sai em direção ao restante dos calouros. 
- O que faremos agora, Andy? – pergunta Jonathan entrando em desespero. – Eu preciso conseguir ficar aqui. Não quero voltar a morar com meus pais, não quero! 
- Calma – digo. – Vamos falar com minha irmã, ela vai saber o que precisamos fazer, afinal, ela não perde nenhum detalhe de nada.
Jonathan me acompanha até onde está Lori. Seus cabelos continuavam compridos como sempre, sua pele branca como um fantasma e um sorriso tímido no rosto. Quando viu que eu estava me aproximando soltou um sorriso travesso e bagunçou meu cabelo. 
- Fala, cabeça de cotonete, o que está achando disso tudo? 
- Incrível, Lori. A comida é fantástica, aqui fora é enorme e já fiz alguns amigos – respondo sorrindo. 
- Ora, ora, ora. Isso é ótimo! – ela diz de volta. – Bom, já vamos começar com o jogo, já armou alguma estratégia, você que é todo jogador profissional de xadrez.
- Cara, você joga xadrez? – pergunta Jonathan querendo se enturmar. 
- Jogo sim, você também? – pergunto entusiasmado. 
- Não. Sou péssimo nesse jogo, mas fico feliz por conhecer alguém que saiba jogar – afirma ele me dando um tapinha no ombro. 
- Ah – digo decepcionado. Queria tanto um amigo que jogasse xadrez. – Ei, Lori, qual é a desse jogo? Não prestei muita atenção – assumo. 
Ela semicerra os olhos, me encara e cruza os braços. Ela sempre faz isso quando fica brava por alguma coisa que eu digo ou faço. 
- Seu primeiro dia aqui e não presta atenção no jogo que vai definir seu futuro? 
- Você pode me explicar como é que isso vai funcionar? – pergunto. 
- Lembra-se de quando éramos pequenos e brincávamos de caça a bandeira? – pergunta ela. 
Eu me lembrava. Formávamos times de cinco pessoas e tínhamos que pegar a bandeira na parte inimiga, mas no caminho podíamos ser interceptados e eliminados da brincadeira caso o inimigo conseguisse nos atacar. Cada um fingia ser um super-herói. Eu, claro, era o Capitão Náufrago. Seu poder era basicamente poder mudar a forma de sua mão. Estranho pensar assim, mas quando se via ele em ação, era incrível. Ele já transformou as mãos em chaves, facas, gancho e tudo mudava a forma junto com a transformação. Suas mãos não eram feitas de carne e osso como a de qualquer outra pessoa, é uma espécie de mutação genética que aconteceu quando ele era pequeno. O navio que ele estava com os pais afundou em pleno mar. Todos morreram, exceto ele. Não temos nenhuma informação sobre como isso foi acontecer, mas ele sem dúvidas é um dos meus preferidos. Infelizmente está aposentado há alguns anos. 
- Lembro sim - digo a ela. 
- Então, é quase a mesma coisa. Só que dessa vez, será uma brincadeira de veteranos contra calouros - ela respondeu num ar desafiador. 
- Não gosto desse olhar... – Digo a ela. – Além do que, estamos em um número muito menor do que vocês! – respondo indignado. 
- Não seja por isso – diz um cara atrás de mim. Quando me viro para ver quem estava falando comigo, vejo Caspian, o rapaz que agora a pouco estava apresentando os jogos para nós. – Vocês terão a vantagem numérica em alguns aspectos. Somos quatro times de veteranos. Cada um ficará em uma ponta protegendo sua bandeira, enquanto vocês só precisam pegar a bandeira de uma das quatro bases – ele sorri animado. 
- Entendo... Mas isso vai fazer com que os calouros se dividam também, ou seja, teremos desvantagem numérica de novo. 
- Isso é problema de vocês. Enquanto estava paquerando aquela novata de olhos claros, deveria ter prestado mais atenção no que o diretor Totó estava dizendo – responde minha irmã em um tom mais seco. 
- Ei, não estava paquerando ninguém não! – digo irritado. 
- Ok, não estava – ela sorri. – Bom, boa sorte para seu time, Caspian. Agora tenho que me reunir com o meu – diz ela meio sem graça. 
- Eu disse para você vir pegar a bandeira vermelha comigo daquela vez – ele responde um pouco chateado. 
- Me desculpe – ela devolve um tanto quanto sem jeito demais para o meu gosto.
Mas o que está acontecendo aqui? Ah... Agora tudo faz sentido. Ou não? Não. Acho que não faz. Minha irmã nunca foi de se interessar por ninguém.
Quando ela finalmente sai de perto de nós, eu e Caspian nos entreolhamos e ele solta um sorriso. 
- Você provavelmente vai querer pegar a bandeira azul, que é do time da sua irmã, certo? – pergunta ele. 
- Sim, pensei que seria mais legal se eu ficasse no mesmo time que ela... 
- Sei. Agora entre nós, você gosta de desafios, calouro? – pergunta ele quase como um sussurro. 
- Opa, desafio! – Diz Jonathan animado. 
- Gosto sim – respondo. 
- Ótimo. Desde que eu entrei aqui, ninguém conseguiu pegar a bandeira vermelha. Ninguém. Em vinte e cinco anos de trote apenas uma única pessoa foi capaz de conseguir tocar na bandeira vermelha. 
- Quem? – pergunto surpreso. Vinte e cinco anos é muito tempo. 
- Eu. – Ele solta um sorriso travesso e da alguns passinhos em minha direção. – Antes de mim, um herói muito poderoso conseguiu pegá-la e entrar para o grupo Delta. – Ele olha no fundo dos meus olhos, como uma forma de me intimidar e me assustar (e realmente estava conseguindo). – Seu pai – ele responde suavemente e volta alguns passos. 
- Você e meu pai? – pergunto espantado. 
- Eu há dois anos, seu pai a vinte e alguma coisa – ele diz calmamente. - Enfim. Se você quer ter uma vida tranquila e em paz nos braços da sua irmã, tudo bem. Segue em frente e vá atrás da bandeira azul do grupo Gamma. Tenho certeza que ela facilitará para você – Caspian deixa sair um longo suspiro, como se lembrasse de alguma coisa. – Mas se você estiver procurando aventura...
- Aventura... – Repete Jonathan.
- Emoção... – Continua Caspian. 
- Emoção... – Jonathan repete novamente.
- E muita, muita diversão...
- Diversão! – Jonathan agora parecia querer saltar e gritar para todos os lados.
- Tente pegar a bandeira vermelha.
- Pegar a bandeira vermelha! – Jonathan solta um grito desafinado de felicidade e eu dou um soco em seu ombro para ele calar a boca. – Ai! 
- Isso é um desafio, calouro – Caspian solta uma piscadela e segura no ombro de uma menina que estava próxima a ele. – Ei, caloura, está perdida? – Maddie balança a cabeça em concordância. – Ótimo, gostei de você – seu rosto corou em um passe de mágica -, esse aqui é seu time. 
- Ah, com eles? – ela diz um pouco irritada. 
- Sim, algum problema? – Caspian pergunta. – Acha que não consegue pegar uma bandeira trabalhando com eles? 
- Só acho que poderia arrumar um time melhor... 
- Que time? Todos já se foram, inclusive meu time. Bandos de malditos não me chamaram... Ah, é, eles não precisam. Fui eu quem escondeu a bandeira – ele começa a rir sozinho. 
- Nesse caso, nós vamos segui-lo e assim pegaremos a bandeira! – Digo confiante. 
- Seguir-me? HAHAHA. Não me faça rir, calouro. 
- Meu nome é Andy! – Digo bravo por causa da risada alta dele. 
- Terá um nome se conseguir a bandeira – ele responde seriamente. 
- Desafio aceito. – Digo. 
- Ótimo, vejo vocês por aí – ele pisca para Maddie e aponta o dedo para mim. – Vocês formam um lindo casal, cunhadinho. 
- O que você disse? – sei que não podia ver meu rosto, mas ele queimava e eu tinha certeza de que estava vermelho. 
- O tempo está passando, calouros. – Caspian sorri para nós e em questão de segundos desaparece bem diante dos nossos olhos. 
- Ele pode se transportar... – Jonathan diz com lágrimas nos olhos. – Isso é tão... Tão... Incrível! Precisamos pegar a bandeira vermelha! 
Grupo Delta. Esse era o time de Caspian. Até onde me lembro, os melhores alunos sempre são escolhidos pelo grupo Alfa, que tem sua bandeira dourada e seu animal é representado por um cavalo. Grupo Gamma era o grupo de Lori, bandeira azul e o animal que representa o grupo é um tigre. Grupo Thetta é o grupo de cor verde e tem como animal uma tartaruga. Já o Delta, grupo de Caspian, tem a cor vermelha e o animal é a águia.
Essas coisas não são segredos para ninguém, o segredo mesmo é o trote. Ninguém sabe como funciona para ser escolhido por um grupo até chegar aqui. Mas me lembro bem de ver Lori um pouco envergonhada de não ter ido com Caspian até a bandeira vermelha. Eu com certeza iria descobrir como isso aconteceu depois. 
Os heróis mais poderosos do mundo estão sempre no grupo Alfa. O poder de transportar de Caspian é realmente fora do comum, não consigo entender o porquê ele foi escolher a bandeira vermelha. De qualquer forma, fiquei muito feliz com o desafio, e quando eu jogo, eu venço (bom, pelo menos é assim no xadrez). 
-Andy e Jonathan se quiserem ganhar esse desafio, devemos conhecer os poderes uns dos outros – diz Maddie. 
- Sou um cara um tanto quanto elástico – diz Jonathan esticando os braços para cima. – É como se meu corpo fosse feito de borracha. 
- É um poder muito útil – digo -, mas tem um limite de alcance? – pergunto. 
- Bom, tenho medo de tentar ir longe demais e não conseguir mais voltar a minha forma “normal” – ele fica um pouco sem graça ao nos contar. - Então o máximo que já cheguei foi uns dez metros de comprimento com os braços, cinco com as pernas e dois com a cabeça. 
- Interessante – diz Maddie. – Andy, e o seu poder? 
- Eu... É... Sabe... Sou um bom estrategista – digo. 
- Esse é seu superpoder? – pergunta Jonathan.
- Superinteligência. Ótimo. – Diz Maddie. – Tá explicado o porquê de ser tão babaca. 
- Ei, olha como você fala comigo! – respondo olhando nos olhos dela. 
- Ou se não o que? – pergunta ela. – Vai me derreter com o seu superpoder? – ela começa a rir. 
- Isso, vai rindo mesmo. Quem é que vai armar uma boa estratégia para conseguirmos a bandeira? Sim, eu. 
- Vou rir muito se esse plano der errado – ela responde me provocando novamente. 
- Maddie, qual seu superpoder? – pergunta Jonathan. 
- Posso me transformar em água líquida e sólida. 
- Como isso funciona? – pergunto. 
Maddie então aponta o dedo para mim e bem diante dos meus olhos eles começam a tomar corpo. Seu dedo indicador começa a ficar sólido como um pedaço de gelo afiado e depois começa a ganhar forma líquida, mas de alguma forma seu dedo não se desfaz. É como se a gravidade e a pressão exercida ali tornassem seu corpo resistente mesmo na forma líquida. O dedo líquido de Maddie começa a vir em minha direção e toca meu nariz. Quando percebo que estou ficando vesgo e sem graça, acabo por olhar para Maddie, que parecia estar se divertindo muito brincando comigo. 
- Interessante! – Diz Jonathan quebrando o clima. – Vamos agora? 
- Antes precisamos saber o plano! – Maddie diz olhando para mim. 
- O plano por hora é entrar na floresta e correr o mais rápido que pudermos para frente. Já que Caspian pode se transportar, ele deve ter deixado a bandeira em um lugar um pouco longe daqui, e visto também que seus amigos partiram na frente, faz com que minha teoria só ganhe mais peso. 
- Gênio – responde Maddie. – Então vamos! 

...

- Nós já chegamos? – pergunta Jonathan. 
- Não – respondo. 
- E agora? – dez segundos depois ele pergunta novamente. 
- Não... 
- Tá, mas e agor... – Maddie transforma sua mão em líquido e tapa a boca de Jonathan antes que ele pudesse terminar a frase. 
- Cala essa sua boca antes que eu te faça engolir litros e mais litros de água. 
Jonathan responde com um joia e depois que Maddie solta a mão de sua boca o garoto começa a arfar sem parar. 
- Você... Tá... Louca? – pergunta ele em intervalos constantes. 
- Gente... Acho que ouvi algo – digo fazendo sinal para que todos fiquem agachados. 
A floresta era mal iluminada por causa dos longos troncos, folhas e pequenas distâncias entre as árvores. O vento soprava leve e frio onde estávamos. Um arrepio acabou por correr em minha espinha e eriçar todos os pelos do meu braço, por sorte ninguém viu. Os troncos das árvores tinham sinais de bolor e todas eram árvores de grossa espessura e altas. Não sou um especialista em árvore, mas elas me parecem estar aqui a muitos e muitos anos. Mal parecia que por essa floresta havia mais de cem alunos. Tudo estava calmo e tranquilo. Tranquilo até demais. 
De repente um primeiro barulho vindo de um arbusto. Jonathan, Maddie e eu nos escondemos cada um atrás de uma árvore, mas ainda sim podíamos nos ver. Fiz sinal para que ficássemos em silencio e esperássemos para o que surgiria em seguida. De repente aquela mesma garota que desafiou Caspian e o outro rapaz chamado Caleb logo no início do trote, surgiu entre os arbustos com mais sete rapazes. Os meninos eram iguais, usavam a mesma roupa e tinham o mesmo penteado... Espera! É aquele menino que se multiplica. Eles com certeza fariam uma boa dupla se soubessem o que fazer, mas infelizmente pareciam muito perdidos. 
- Ridículo – reclama a garota. – De que adianta se multiplicar se você não pode ficar longe das suas cópias? – pergunta ela. 
- Cem metros é o limite, – lamenta – depois disso eles desaparecem sozinhos. Sinto muito, Margo. 
- Venha, vamos continuar procurando por aqui... – Ela aponta para nosso lado esquerdo e segue andando por entre as árvores. – Tenho certeza de que ouvi algum babaca falando em voz alta... – Eu e Maddie fuzilamos Jonathan com os olhos, enquanto ele faz sinal de desculpa para nós dois com um sorriso amarelo no rosto. 
Logo depois que não conseguimos mais ouvir os dois, corro na direção deles. 
- Pessoal, me desculpe – diz Jonathan chateado. 
- Tudo bem, agora só vamos sair daqui, está bem? – digo. 
- Não, não está nada bem – responde Maddie com os olhos esbugalhados para mim. 
- Mas o que eu... – Os olhos de Maddie não estavam na minha direção, e sim atrás de mim. 
- Olá, crianças – diz uma voz familiar. – O grupo Alfa não fica esperando os calouros na nossa base. Nós saímos para caçá-los – ouço seu riso e então tomo coragem para ver seu rosto. 
Cabelos brancos como a neve, olhos dourados e um sorriso de canto no rosto. Estava acompanhado por mais quatro aliados. Um cara alto de praticamente dois metros de altura e com uma combinação absurda de tríceps, bíceps e tudo o que existe de “ceps”. Ele carregava um tronco enorme no ombro direito e um sorriso confiante estampado no rosto. Tinha um Leão sem juba ao lado deles que parecia falar. Com certeza é algum super-herói, ou seja lá o que eles forem. O terceiro rapaz tinha cabelos cacheados e mascava chicletes de boca aberta. Era magro e alto e não parecia ter nada de extraordinário nele, a não ser a falta de bons modos. A única menina do grupo usava óculos escuros no meio de uma floresta também escura, seus cabelos dourados caíam enrolados pelo seu ombro e algo nela não parecia estar certo. Meu nível de intuição dizia que estávamos condenados a nunca chegar até a bandeira vermelha. Ou pior, jamais sairíamos dessa floresta sem pelo menos cinco ossos quebrados de cada. 
- Não se preocupem, vamos manda-los para a enfermaria e se vocês gritarem, acreditem, será pior para vocês – diz Caleb dando um passo a frente. – Pessoal, está na hora deles conhecerem a palavra “dor”. 

Alison Iared

20 anos, apaixonado por teatro desde pequeno. Cursa o segundo ano de Engenharia de Produção. Gosta muito de filmes e séries sobre heróis, ficção, aventura, desenho e comédia. Eclético para livro e música. Gosta de desafios e é muito teimoso. Tem a paciência do tamanho de uma noz para coisas que não são do seu interesse. Sempre quis ser o Power Ranger vermelho.

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11 comentários:

  1. Só tenho uma coisa a dizer: Perfeito! <3

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  2. Só tenho uma coisa a dizer: PERFEITO <333333 #Igu

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  3. Parabéns!!
    Esperando a continuação ^^
    Já tem data?

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  4. Nossa Alison! Publico tudo logo para terminarmos de ler, está incrível!
    Quero mais! Parabéns!

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  5. Você escreve até que bem.... Deixa uma curiosidade sobre mais :) Adoreii

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  6. Parabéns, escreve muito bem, você tem um livro? Qual é?

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