A Namorada do Meu Amigo | Graciela Mayrink

Confesso que tenho um pé atrás com histórias que retratam traições entre amigos(as). Acredito que não vale a pena trocar uma amizade verdadeira por uma paixão, mesmo que seja daquelas que não te deixe dormir a noite. Por isso, é muito difícil eu me apegar por histórias que relatam triângulos amorosos assim. 
O livro A Namora do Meu Amigo foge um pouco dessa regra, mesmo que a narrativa aborde o amor de Cadu por Juliana, a namorada de seu melhor amigo de infância. O diferencial, talvez, seja que os dois realmente enxergam a gravidade desse envolvimento e tudo o que colocariam em risco caso alguma coisa acontecesse. Cadu e Juliana lutam contra esse sentimento pelo bem de Beto, e não apenas se conformam com ele.
A história, que se passa em uma cidade do interior de Minas Gerais chamada Rio das Pitangas, é narrada pelo personagem principal, Cadu, o que colabora em um ponto de vista menos dramático e mais prático. 
Juju costumava ser aquela criança implicante que morava na casa da frente e estava sempre atrapalhando as brincadeiras dos três melhores amigos inseparáveis: Beto, Caveira e Cadu. Quando a garota se muda de cidade, os Três Mosqueteiros, como eram chamados na vizinhança, comemoram bastante. O que eles não esperavam era que ela se torna-se uma garota dos sonhos e voltasse para a cidadezinha aos 17 anos.
Desde pequena, a garota deixava claro a sua preferência por Cadu, porém, quando ele chega de suas férias na casa da mãe e recebe a notícia de que a garotinha que o infernizava havia voltado a morar por ali, ela já está namorando seu melhor amigo, Beto. Para completar, assim que Cadu reencontra Juju, ele se apaixona instantaneamente.
Surpreendentemente, de quem eu mais gostei não foi citada ainda: Alice, a irmã mais nova de Beto, que tem uma paixão platônica por Cadu. Sua personalidade é muito bem construída e te faz ter vontade de ser amiga dela, ao contrário de Juliana, que deveria causar esse efeito.
Uma coisa que não me convenceu muito foi o amor repentino de Cadu por Juliana, ele deixa de odiá-la e passa a venerar a menina depois de vê-la apenas uma vez. Nem precisou de um diálogo para o personagem perceber que ela realmente tinha mudado e que agora era o amor de sua vida. 
A escrita de Graciela Mayrink é bem leve e flui bastante, você lê várias páginas do livro sem ao menos se dar conta. Mesmo tratando de um tema complicado, a escritora soube direcionar os personagens criando reviravoltas e situações divertidas que fazem o livro valer a pena.



Malu Sâmia

20 anos, está na faculdade de jornalismo. Gosta de fotografia, comédias românticas, shows, revistas, clichês bem escritos, de tocar violão e viajar. Está sempre com um livro e o iPod na mochila, coleciona ingressos de cinema e imas de cidades. É impulsiva, persistente, um pouco distraída e muito curiosa.

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3 comentários:

  1. Interessante, talvez eu leia.. Gostei da história.. Nunca li nada nacional. talvez seja esse o início pra isso.

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  2. Não gostei da capa, e não quero ler, acho que a história não me encantou :P

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